A história da bruxaria na Inglaterra é também a história das palavras usadas para nomear magia, encantamentos, divinação, cura e outras práticas consideradas sobrenaturais. O que significavam termos como wicca, wicce, galdere e witchcraft? Entenda como o vocabulário da magia na Inglaterra medieval mudou — e por que “bruxaria” não pode ser usada como sinônimo de toda prática mágica.
Introdução
Quando falamos hoje em bruxaria, é comum imaginar uma categoria ampla capaz de reunir diferentes práticas mágicas, religiosas e sobrenaturais. Entretanto, essa maneira de organizar o assunto é relativamente recente. Para compreender a história da bruxaria na Inglaterra, porém, é preciso observar como esses termos mudaram de significado ao longo do tempo, e como algumas palavras passaram a reunir práticas que antes eram nomeadas de maneiras diferentes.
Na Inglaterra medieval, pessoas envolvidas com encantamentos, adivinhação, cura, magia ou outras práticas sobrenaturais não eram necessariamente descritas por uma única palavra. Os textos em inglês antigo e médio registram diferentes termos, alguns associados a determinadas práticas, funções ou formas de conhecimento.
Recuperar esse vocabulário da magia medieval inglesa é importante porque permite observar algo que frequentemente desaparece quando utilizamos apenas a palavra moderna witchcraft: as diferenças existentes entre as próprias categorias históricas.
Antes de perguntar se uma sociedade tinha “bruxas”, portanto, é preciso perguntar como essa sociedade nomeava e diferenciava as pessoas e práticas relacionadas ao sobrenatural.
1. Antes da “bruxa”: um vocabulário muito mais amplo
A história da palavra inglesa witchcraft não começa com uma definição moderna de “bruxaria” como guarda-chuva para toda forma de magia.
No inglês antigo, encontramos termos como wicca, wicce, wiccecræft, galdere, wiglere, scín-lǽca e læce, entre outros.
Eles não formavam necessariamente uma classificação profissional rígida. As práticas podiam se sobrepor, e os textos cristãos que preservaram grande parte desse vocabulário tinham seus próprios interesses e formas de organizar o mundo.
Ainda assim, a existência de diferentes termos é significativa.
Ela mostra que não devemos simplesmente pegar todas essas categorias e traduzi-las retrospectivamente como “bruxo”, “bruxa” ou “bruxaria”.
O problema não é a tradução em si. Traduções são necessárias para tornar documentos históricos compreensíveis. O problema aparece quando a tradução deixa de ser percebida como uma aproximação e passa a ser tratada como uma equivalência perfeita.
Esse cuidado é fundamental para compreender a história da bruxaria na Inglaterra, especialmente quando tentamos relacionar categorias medievais às concepções modernas de magia e bruxaria.
2. Wicca, wicce e wiccecræft
Entre os termos mais conhecidos está wicca, com sua forma feminina wicce.
No inglês antigo, wicca e wicce não designavam uma religião chamada “Wicca”. Eram termos históricos associados a pessoas relacionadas a práticas que as fontes classificavam, entre outras formas, através de wiccecræft.
O termo wiccecræft é particularmente importante porque demonstra que a sequência histórica não é simplesmente:
witch → witchcraft
Já existia no inglês antigo uma formação com wicce + cræft, aproximadamente “ofício”, “arte” ou “prática” associada àquela categoria.
Também encontramos wiccian, um verbo relacionado à prática de wiccecræft.
Isso permite compreender melhor a genealogia:
wicca / wicce → wiccecræft / wiccian → wicche / wyche → witch / witchcraft
Mas essa continuidade linguística não significa continuidade religiosa.
O wicca do inglês antigo e a Wicca moderna são fenômenos históricos diferentes. A religião moderna do século XX reutilizou uma forma lexical antiga, mas isso não transforma o termo medieval em nome de uma religião antiga.
Também é importante evitar uma tradução excessivamente simples. Wicca pode ser aproximado, dependendo do contexto, por palavras como “bruxo”, “feiticeiro”, “mago” ou “praticante de magia”, mas nenhuma delas reproduz perfeitamente o campo semântico do termo original.
3. O vocabulário da magia medieval inglesa: várias categorias
A existência de wicca e wicce não significa que todos os praticantes de atividades mágicas fossem chamados dessa maneira.
O inglês antigo e o inglês médio preservam outros termos que ajudam a visualizar essa diversidade.
| Período | Termo | Significado aproximado | Distinção |
|---|---|---|---|
| Inglês Antigo c. 700–1100 | wicca | pessoa associada a práticas mágicas/wiccecræft | Categoria própria |
| wicce | equivalente feminino de wicca | Categoria própria | |
| galdere | encantador, praticante de galdor | Ligado a encantamentos | |
| wiglere | adivinho, vidente | Ligado à divinação | |
| scín-lǽca | mágico, necromante, feiticeiro | Ligado à magia/necromancia | |
| læce | curador, médico | Cura; não sinônimo de wicca | |
| Inglês Médio c. 1100–1400 | wicche / wyche | formas posteriores relacionadas a wicca/wicce | Antecedentes de witch |
| sorcerer / sorceress | feiticeiro/a | Outra tradição lexical, de origem francesa | |
| enchanter | encantador | Associado a encantamentos | |
| magician | praticante de magia | Termo de origem erudita | |
| Inglês Moderno Inicial c. 1400–1700 | witch | pessoa identificada como praticante de witchcraft | Categoria progressivamente ampliada, inclusive jurídica e demonológica |
| witchcraft | prática atribuída ao witch | Torna-se importante categoria de acusação | |
| cunning man / cunning woman | especialista em cura, divinação e contra-magia | Categoria social distinta de witch | |
| Séculos XVIII–XIX | witch | categoria em declínio jurídico, mas persistente no imaginário e no uso popular | Sobrevive linguisticamente |
| cunning folk | especialistas populares em cura, magia e divinação | Categoria social distinta | |
| Século XX em diante | witch / witchcraft | identidades, práticas e categorias religiosas modernas | O termo torna-se um grande guarda-chuva |
| Wicca | religião moderna do século XX | Reutiliza uma forma lexical do inglês antigo, mas constitui fenômeno religioso moderno | |
| correntes de bruxaria | conjunto de correntes modernas diversas | Campo plural e contemporâneo |
A tabela não deve ser entendida como uma taxonomia rígida da sociedade medieval. Os limites entre as categorias podiam ser fluidos, e os termos aparecem em contextos diferentes.
Seu valor está justamente em mostrar que “bruxaria” não é a única maneira possível de organizar esse vocabulário.
Um galdere, por exemplo, está relacionado a galdor, enquanto um wiglere está relacionado à divinação. Um læce está associado à cura.
Essas funções podem eventualmente se encontrar na prática de uma mesma pessoa, mas isso não transforma automaticamente os termos em sinônimos.
4. O termo ‘Bruxa’ no Brasil
No Brasil, a ideia de “bruxa” chega com o imaginário europeu sobre feitiçaria durante o período colonial (séculos XVI–XVIII). Aqui, porém, não se reproduziu simplesmente o fenômeno europeu de perseguição: a feitiçaria colonial assumiu características próprias e passou a conviver com diferentes práticas e crenças locais.
Ao longo dos séculos XIX e XX, a figura da bruxa permanece principalmente no folclore e no imaginário popular, incorporando-se a contos, personagens e representações da cultura brasileira. Exemplos: Cuca → é frequentemente representada como uma figura de bruxa/feiticeira. Matinta Pereira → certas versões é descrita como uma velha bruxa ou feiticeira que se transforma em ave.
A partir da década de 1980, a chegada e circulação da Wicca, por meio do mercado editorial esotérico e das feiras místicas, acrescenta uma nova camada ao termo. A partir daí, “bruxa” também pode designar uma identidade religiosa e uma praticante de bruxaria moderna. Nos anos 1990 e 2000, essa presença se organiza e se amplia no país.
Assim, a palavra “bruxa” no Brasil atravessa diferentes contextos:
séculos XVI–XVIII → imaginário europeu e feitiçaria colonial
séculos XIX–XX → folclore e imaginário popular
décadas de 1980–1990 → circulação da Wicca e da bruxaria moderna
anos 2000 em diante → consolidação e diversificação das práticas em correntes de bruxaria.
anos 2000 em diante → consolidação e diversificação
5. Quando uma tradução vira uma categoria
Um exemplo particularmente interessante aparece na antropologia.
Ao estudar os Azande, o antropólogo britânico E. E. Evans-Pritchard utilizou o termo inglês witchcraft para traduzir e discutir o conceito zande de mangu.
Isso não significa necessariamente que Evans-Pritchard estivesse deliberadamente impondo uma categoria europeia ou tentando reduzir a cultura zande. A tradução tinha também uma função prática: permitir que um conceito complexo fosse apresentado a leitores de língua inglesa.
Mas o caso demonstra uma questão metodológica importante.
Existe uma diferença entre:
“mangu é uma categoria zande que Evans-Pritchard traduziu como witchcraft”
e:
“os Azande tinham witchcraft.”
A primeira formulação preserva a distância entre a categoria local e a tradução.
A segunda pode fazer parecer que witchcraft era simplesmente o nome universal daquela realidade.
Esse processo pode produzir um tipo de redução mesmo sem uma intenção preconceituosa por parte do pesquisador.
A palavra escolhida pelo tradutor possui sua própria história.
No caso de witchcraft, essa história inclui categorias europeias relacionadas à bruxaria, ao malefício, à demonologia, à legislação e à perseguição.
Assim, uma tradução pode facilitar a compreensão e, simultaneamente, transportar para outra cultura parte da bagagem semântica de sua própria língua.
6. “Magia” pode ser comparativa; “bruxaria” precisa ser historicizada
É nesse ponto que surge uma distinção metodológica importante.
Magia também é uma categoria histórica e linguística própria. Não devemos tratá-la como uma palavra absolutamente neutra ou universal.
Entretanto, ela pode funcionar como uma categoria comparativa mais ampla.
Podemos estudar, por exemplo, diferentes práticas de encantamento, divinação, cura, proteção ou comunicação com forças sobrenaturais em sociedades distintas e utilizar “magia” como categoria analítica para colocá-las em comparação.
Isso não significa dizer que todas essas sociedades possuíam uma categoria nativa chamada “magia”.
Significa reconhecer que estamos utilizando uma categoria analítica para comparar fenômenos, enquanto investigamos como cada cultura os compreendia em seus próprios termos.
Com bruxaria, o cuidado precisa ser maior.
Witchcraft possui uma genealogia histórica específica no mundo europeu e anglófono. A palavra passou por transformações semânticas, jurídicas, religiosas e sociais particulares.
Por isso:
Magia pode funcionar como categoria comparativa; bruxaria precisa ser historicizada.
Antes de dizer que determinado povo possuía “bruxaria”, devemos perguntar se estamos diante de:
uma categoria nativa;
uma tradução;
uma interpretação antropológica;
uma classificação colonial;
uma classificação missionária;
ou uma combinação desses processos.
7. Quando a tradução encontra o colonialismo
A questão se torna ainda mais delicada quando a tradução ocorre dentro de relações coloniais.
Missionários, administradores, juristas e pesquisadores europeus frequentemente precisavam descrever sociedades utilizando categorias de suas próprias línguas e tradições.
Nesse contexto, termos como “idolatria”, “superstição”, “feitiçaria” ou “bruxaria” podiam funcionar não apenas como traduções, mas como classificações carregadas de julgamento religioso, jurídico ou social.
Isso não significa que toda descrição colonial seja automaticamente falsa ou que todo pesquisador tenha tido a mesma intenção.
A questão é outra:
Quem criou a equivalência e dentro de qual relação de poder?
Uma sociedade pode possuir uma prática que desempenha determinada função dentro de sua cosmologia e, posteriormente, essa prática ser descrita por um observador europeu utilizando uma categoria como witchcraft.
Com o tempo, a classificação pode circular tanto que a tradução passa a parecer o próprio nome original da prática.
É justamente por isso que a genealogia da palavra bruxaria importa.
8. O mesmo problema aparece quando olhamos para o Brasil
Esse método também pode ser aplicado à história da magia e da bruxaria no Brasil.
O Brasil foi formado pelo encontro,muitas vezes violento e desigual, de diferentes matrizes culturais, incluindo povos indígenas, colonizadores europeus e populações africanas trazidas pela escravização.
Isso não significa que todas as práticas resultantes dessa história devam ser reunidas sob uma única categoria.
Ao contrário: é necessário investigar cada tradição em seu próprio contexto.
Uma prática indígena não se torna automaticamente “bruxaria” porque um observador europeu a descreveu dessa maneira.
Uma prática africana não se torna automaticamente equivalente à bruxaria europeia porque posteriormente alguém utilizou essa palavra para traduzi-la.
E uma tradição brasileira formada historicamente por diferentes influências não precisa ser reduzida a uma única matriz cultural.
O objetivo é separar as genealogias antes de estabelecer comparações.
9. Quem chamou de “bruxa”?
Essa pergunta pode funcionar como uma ferramenta metodológica para analisar diferentes casos.
Quando encontramos uma fonte dizendo que determinada figura ou prática era uma “bruxa”, devemos perguntar:
Qual era o termo original?
Em qual língua?
O que esse termo significava naquela sociedade?
Qual era a função daquela pessoa ou prática?
Quem traduziu o termo como “bruxa”?
Quando essa tradução apareceu?
Ela foi utilizada pelos próprios praticantes ou por observadores externos?
A equivalência com “bruxa” existia antes do contato europeu ou surgiu posteriormente?
Essas perguntas não servem para negar automaticamente a tradução.
Servem para descobrir como a tradução foi construída.
Esse procedimento é particularmente importante quando estudamos termos religiosos ou cosmológicos de outras culturas, porque uma palavra europeia pode carregar pressupostos que não existiam na categoria original.
10. Bruxaria não é sinônimo de magia
A história do próprio vocabulário mágico inglês demonstra por que essas palavras não devem ser simplesmente tratadas como sinônimas.
Uma pessoa podia estar associada a encantamentos.
Outra, à divinação.
Outra, à cura.
Outra, à necromancia.
Outra podia ser acusada de witchcraft.
Essas atividades podiam se sobrepor na prática, mas isso não significa que a sociedade utilizasse necessariamente uma única palavra para todas elas.
Portanto:
magia não é sinônimo de bruxaria;
encantamento não é sinônimo de bruxaria;
divinação não é sinônimo de bruxaria;
cura mágica não é sinônimo de bruxaria.
Essas categorias podem compartilhar pessoas, práticas ou conceitos, mas suas histórias linguísticas e sociais não são idênticas.
11. Da categoria histórica ao guarda-chuva moderno
É somente muito mais tarde que witchcraft passa a adquirir alguns dos sentidos amplos que encontramos atualmente.
Entre o final da Idade Média e o início da modernidade, witch e witchcraft ganharam importância dentro de discursos demonológicos e jurídicos. A categoria passou a ser utilizada para descrever e processar determinados tipos de suposta atividade mágica.
Nos séculos XVIII e XIX, mesmo com o declínio da perseguição jurídica, a palavra continuou existindo no imaginário, na literatura e na cultura popular.
No século XX, entretanto, ocorre uma transformação importante.
Wicca, criada como religião moderna no século XX, passa a utilizar witchcraft dentro de uma estrutura religiosa própria.
Ao mesmo tempo, surgem e se desenvolvem diversas correntes modernas que utilizam o vocabulário de witchcraft, incluindo aquilo que hoje é chamado de Traditional Witchcraft.
Essas correntes podem recorrer a elementos históricos, folclóricos, mágicos ou reconstruídos, mas não devem ser automaticamente projetadas para a Idade Média como se fossem a continuação comprovada de uma religião medieval unificada.
Assim, o mesmo vocabulário que possui uma história medieval passa a adquirir novos significados modernos.
Conclusão: antes de nomear, compreender
A história da bruxaria na Inglaterra mostra que não existiu uma única categoria chamada “bruxaria” organizando todas as práticas sobrenaturais desde a Idade Média.
Existiram palavras diferentes, utilizadas em períodos diferentes, com significados que podiam se sobrepor sem serem idênticos.
Wicca, wicce, galdere, wiglere, scín-lǽca, læce, witch, sorcerer, enchanter, cunning folk e outros termos pertencem a histórias linguísticas e sociais específicas.
Estudar essas palavras permite perceber um problema maior: as categorias que utilizamos para descrever outras culturas também possuem uma história.
Uma tradução pode ser necessária para tornar um conceito compreensível. Mas tradução não significa equivalência perfeita.
O caso dos Azande demonstra como uma categoria local pode ser apresentada por meio de uma palavra europeia e, posteriormente, ser tratada como se essa palavra fosse o nome original da realidade descrita.
Quando existem relações coloniais, missionárias ou institucionais envolvidas, o problema pode se tornar ainda mais complexo, porque determinadas classificações carregam também valores religiosos, jurídicos e sociais.
Por isso, antes de perguntar:
“Esse povo tinha bruxas?”
é mais produtivo perguntar:
“Como esse povo próprio nomeava e diferenciava as pessoas, práticas e fenômenos que lidavam com o sobrenatural?”
A comparação entre culturas não exige que suas categorias sejam iguais.
Ela começa justamente quando conseguimos reconhecer onde elas são diferentes.
E talvez seja essa a principal distinção metodológica:
Magia pode funcionar como categoria comparativa; bruxaria precisa ser historicizada.
A primeira pode nos ajudar a colocar diferentes sociedades em diálogo.
A segunda nos obriga a perguntar de onde veio a categoria, quem a utilizou e o que ela significava antes de ser aplicada a outra cultura.
Antes de uma história encontrar palavras, ela encontra um lugar dentro de você. Às vezes, uma música chega como uma lembrança que você nunca viveu. Porque algumas músicas não são apenas ouvidas. Elas são reconhecidas. Saiba mais!
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Fontes e bibliografia:
BOSWORTH, Joseph; TOLLER, T. Northcote. An Anglo-Saxon Dictionary Online. — Principal fonte para os termos do inglês antigo, como wicca, wicce, wiccecræft, wiccian, galdere, wiglere, scín-lǽca e læce. Bosworth-Toller Anglo-Saxon Dictionary Online
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MACIEL, Diogo Barbosa; CORTEZ, Renata Harumi. “Bruxaria, oráculos e magia entre os Azande”. Enciclopédia de Antropologia, USP, 2016. — Contextualização antropológica da obra de Evans-Pritchard. Enciclopédia de Antropologia — USP
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GASKILL, Malcolm. Witchcraft, Witch-Hunting, and Politics in Early Modern England. Oxford University Press. — Referência para witchcraft no contexto jurídico, político e social da Inglaterra moderna. Oxford Academic — Witchcraft, Witch-Hunting, and Politics in Early Modern Englan


